O perfil do roubo de cargas no Brasil mudou radicalmente no primeiro trimestre de 2026. Os medicamentos, que respondiam por apenas 1,7% dos prejuízos no 1º tri/2025, saltaram para 22,3% do total um ano depois, segundo levantamento da nstech com base em dados das gestoras de risco BRK, Buonny e Opentech. O Rio de Janeiro concentrou 44% dos prejuízos nacionais no período, ante 16,4% um ano antes.
O movimento reflete a migração das quadrilhas para cargas de maior valor: 40,4% dos prejuízos do trimestre envolveram carregamentos acima de R$ 1 milhão, e 44,4% desses casos foram de produtos farmacêuticos. A concentração no Sudeste também cresceu, de 61% para 78,2% das perdas nacionais, e os roubos em áreas urbanas — ligados a operações de “última milha” — mais que dobraram, de 18,9% para 38,5% do total.
O que muda para você: com quadrilhas cada vez mais especializadas em cargas farmacêuticas de alto valor, vale reforçar o uso de rastreamento à prova de bloqueador de sinal (jammer) nas rotas mais expostas, especialmente no Rio de Janeiro e no trecho urbano/última milha. Também é hora de revisar os limites de cobertura das apólices de transporte para acompanhar o valor médio mais alto das cargas farmacêuticas — um sinistro de medicamentos hoje tende a custar muito mais do que representava há um ano.
Fonte: Nação Truck